segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O segundo encontro por Luciana

O segundo encontro por Luciana

Analisando como trabalhei no primeiro encontro percebi que eu já tinha uma idéia da onde eu queria chegar fisicamente e aí os exercícios e estratégias de improvisação que propuz acabaram sendo só uma forma de “conseguir” certas qualidades de movimento e “estados” de alguma forma já imaginados. Dessa forma eu estava dirigindo ou mesmo ensinando os performers a chegar em um resultado.

Dessa forma, em contraponto a isso é que pensei em como trabalhar no segundo encontro. Buscando partir das idéias que já tive e não há um ponto antes delas e assim em direção a algo inusitado, imprevisível. Desafio: ficar atenta para não buscar um resultado e sim propor pontos de partida para ver onde vai dar...

sábado, 29 de outubro de 2011

Reflexão

Como entrar nesse processo de experienciação e entrega (sim! é entrega!) do/ao corpo?
Sera uma discordância com o auto-controle da Marina? Não! O auto-controle dela é em relaçao a não se deixar sair do processo, a permanecer na experiência.
Acredito que é necesario perder o controle, mas o controle imposto pela sociedade, cultura, o controle da negaçao do corpo. Afinal, somos seres civilizados! (ironia)
Para viver essa intensidade é necessario perder o controle.
Enfim, na eseriência passada me senti mais entregue ao processo quando me aproximava fisicamente dos estimulos. Talvez os estiulos seja internos, ocasionados por algo de fora... Não sei!
Quanto mais perto, forte, intenso sao os estilulos melhor é a minha entrega e o desenvolvimento do processo.
O maximo dessa aproximiação é a interiorização dos estimulos (sera?)
Meu ponto de partida pode ser meu interior. Respiração, orgãos internos, circulação, movimentos involuntarios.
Partindo dessa essência e me expandindo cada vez mais.

Resumo Pensamentos Reflexões

Encontro 03 (escrito 1 dia depois)
2h de conversa!
Conversa, conversa, conversa. Tenho que ler o banquete agora. Necessidade de ver o corpo como corpo, e não parte de uma composição (na dança/performance). O corpo é meio por onde transitam e atarvessam os estimulos. Corpo transparente. Tudo ja existe no universo, a gnte apenas canaliza essas informações. Decodifica. Matrix. 010011010011011010110011. O corpo, em sua presença maxima, na verdadeira esperiência do instante é todo em si, comunica por si so. A experiência (a vida em seu sentido mais fundamentam, mais biologico, essencial) é a presença nesse todo, nesse ceu, nesse corpo. Esse é o interesse do processo? Como separar corpo e pensamento/razão? A filosofa cartesiana é sectaria. A esência do corpo! Isso é possivel?

Resumo Pensamentos Reflexões

Encontro 02 (escrito dois dias depois)
Experiéncia no Parque da Cidade
Processo performatico da Marina Abramovich > Percepção, persistência e auto-controle > Experiência maxima do corpo!
O processo foi dificil. Senti um pouco de resultado no final do exercicio. Os pensamentos são muito fortes e racionalizam as sensações do corpo (tem como separar?). Vento no braço, coceira no pé, luz no olho... O comando foi experienciar o corpo em movimento a partir de todos os estimulos que me cercam.Quanto mais intenso, mais proximos estavam os estimulos, mais facil era a entrega para a experiência. Menos posibilidades de desvia a atençao, de ser dominado por pensamentos externos. Essa sensação foi nitida. Focar atençao para elemenos muito distantes e sutis me fazia sair dali, enquanto ao me relacionar com a grama que toca, os arranhões com chão, o barulhos do meu corpo, da minha respiraçao me fazia entrar cada vez mais no meu corpo, nas sensações que tudo isso me causava. A respiraçao foi uma coisa de extrema importância. Ao assumir a respiração e começar a respirar alto e profundo, a entrega/percepção ficou mais verdadeira, meu estado se modificou. é uma espécie de entorpecência, sair da condição normal (rodar, perder equilibrio, girar, tontura, dor...)
Da onde vem os estimulos, afinal? São externos ou internos? Quanto mais proximo do meu corpo, maior a percepção, mais intensa a experiência.

Resumos Pensamentos Reflexões

Encontro 01

O que é o banquete? Ainda não li o livro, a Luciana me conta parte de suas impressões. O que captei...
As impressões que ficam pra Luciana são mais que tudo a disputa entre os homens que, entre rasgações de seda, cada um tenta colocar sua idéia mais acima às dos outros. Não comunica realmente nenhum entendimento sobre o que é o amor... Ao contrario do nosso entendimento de banquete, o banquete de Platão não tem comida, somente vinho, e com o passar do tempo os falantes vão cada vez mais saindo de seus estados corporais e alcançando um certo nivel de consciência:pensamento > Vinho como algum tipo transcedência intelectual (dicotomia platônica corpo/alma).
A resposta ao banquete traz a disputa entre os homens de volta ao corpo, ao instinto, ao viceral...
Processo:
Novas formas de pisar, reverberações no corpo e movimento. Novas formas criadas.
Bagunçamos as roupas. Nos movemos tentando arrumar as roupas apenas com movimento corporais. Procedemos. Repetimos os movimentos com as roupas ja arrumadas (quais memorias corporais permanecem?). Começamos a nos mover em gestos continuos, os menores movimentos possiveis. Aceleramos ao maximo esses movimentos > Rapido e pequeno. Ainda nos movendo começamos a falar o nome de comidas. Distruimos as palavras, tranformando apenas em sons. Uma mistura de desejos intensos contidos. Experimentamos os sons sem movimento. Que movimentos surgem a partir desses sons? Repetimos todo esse processo. Terminamos eu e Leando (inicialmente lado a lado) um de frente pro outro, em disputa/duelo, pausando em estatua em determinados momento e continuando, aos comandos da Luciana primeiramnte e depois por vontade propria. EXAUSTÃO!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma fonte: Marina Abramovic


Fonte: Marina Abramovic “Cleaning the house”

WWW.marinafilm.com

Anotações do filme documentário de um workshop/vivência ministrado por Marina Abramóvic de preparação dos performers que iam ficar em cartaz no MOMA de Nova York fazendo as performances da retrospectiva do seu trabalho :

“Todos gostam de fazer o que gostam de fazer, mas ninguém treina o que gosta de fazer.”

No sentido de que não nos atermos ao que é mais importante. E a presença total naquilo que estamos fazendo como beber água”

“It is not going to be easy”

“A única maneira de ser bem sucedido é encontrar/criar o seu espaço carismático”

“If you want to be a performance artist is about Endurance, perception, self control.”

“Body limits are one thing but mental limits are once what we have to deal with. Body is only the instrument.”

"What kind of soul you have? What is inside?"

"How can you really use your body in extreme situations?"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Primeiro encontro por Luciana Lara

Realizamos na sala da minha própria casa. Comecei inteirando Danilo da proposta, fazendo
uma pequena apresentação sobre o texto “O Banquete” e também sobre as primeiras idéias
para a performance.

Realizamos uma improvisação:

A sequência de comandos surgiam das respostas físicas dos performers, nesta ordem:

1- Posturas – Foi pedido para eles desarrumarem as roupas que estavam vestindo e
tentarem, por meio do movimento, voltá-las para a posição correta sem usar as mãos.
2- Ao encontrarem alguns movimentos e trejeitos, foi pedido para que eles os repetissem
dessa vez sem as roupas tortas.
3- Fixados os movimentos pedi para que eles andassem, sentassem e fizessem ações
cotidianas com o corpo naquela situação postural causada pelos movimentos.
4- Pedi para que eles movem-se daquela forma cada vez mais rápido e menor.
5- Na velocidade máxima desses movimento pedi para que eles dissessem uma lista de
coisas que eles gostam de comer.
6- Pedi para que eles deixassem o movimento interferir no como eles falavam as palavras.
7- Pedi para que eles deixassem as palavras mudarem com o movimento, que sofressem
alterações como interrupções, acelerações, modificações com os golpes de ar até que
a palavra quase se desfizesse, se fragmentasse em sílabas e ás vezes na pronúncia só
das vogais e consoantes e sons silábicos.
8- Acrescentei um movimento de língua (lambendo os lábios) durante a fala.
9- De frente um pro outro pedi que eles de alguma forma entrassem em competição,
com todos esses elementos acontecendo simultaneamente.
10- Na exaustão e já em um estado alterado do corpo pedi que eles recomeçassem todo o
caminho percorrido até ali feito , como se o processo e os exercícios fossem o roteiro
de uma cena.