Realizamos na sala da minha própria casa. Comecei inteirando Danilo da proposta, fazendo
uma pequena apresentação sobre o texto “O Banquete” e também sobre as primeiras idéias
para a performance.
Realizamos uma improvisação:
A sequência de comandos surgiam das respostas físicas dos performers, nesta ordem:
1- Posturas – Foi pedido para eles desarrumarem as roupas que estavam vestindo e
tentarem, por meio do movimento, voltá-las para a posição correta sem usar as mãos.
2- Ao encontrarem alguns movimentos e trejeitos, foi pedido para que eles os repetissem
dessa vez sem as roupas tortas.
3- Fixados os movimentos pedi para que eles andassem, sentassem e fizessem ações
cotidianas com o corpo naquela situação postural causada pelos movimentos.
4- Pedi para que eles movem-se daquela forma cada vez mais rápido e menor.
5- Na velocidade máxima desses movimento pedi para que eles dissessem uma lista de
coisas que eles gostam de comer.
6- Pedi para que eles deixassem o movimento interferir no como eles falavam as palavras.
7- Pedi para que eles deixassem as palavras mudarem com o movimento, que sofressem
alterações como interrupções, acelerações, modificações com os golpes de ar até que
a palavra quase se desfizesse, se fragmentasse em sílabas e ás vezes na pronúncia só
das vogais e consoantes e sons silábicos.
8- Acrescentei um movimento de língua (lambendo os lábios) durante a fala.
9- De frente um pro outro pedi que eles de alguma forma entrassem em competição,
com todos esses elementos acontecendo simultaneamente.
10- Na exaustão e já em um estado alterado do corpo pedi que eles recomeçassem todo o
caminho percorrido até ali feito , como se o processo e os exercícios fossem o roteiro
de uma cena.